Após casa onde houve acidente com Césio-137 virar estacionamento, vasos de plantas são instalados para evitar entrada de carros; vídeo
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Após casa do acidente Césio-137 virar estacionamento, vasos de plantas são instalados
Após a casa onde houve o acidente com o Césio-137 virar estacionamento, cinco vasos de plantas são instalados na Rua 57, no Setor Aeroporto, em Goiânia, para evitar a entrada de carros. Segundo a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), o objetivo é preservar o espaço que deve permanecer isolado por normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
O trabalho foi executado no sábado (11) pela equipe de jardinagem da Comurg com o objetivo de impedir o estacionamento irregular de veículos no local. De acordo com o órgão, foram utilizados cerca de 400 mudas ornamentais da espécie mini neve da montanha, além de terra adubada e mudas de cróton vermelho.
A cápsula radioativa foi aberta no endereço da Rua 57, após o equipamento ser retirado das ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), que ficava nas proximidades.
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Ao g1, a Comurg disse que a medida atende a pedidos de moradores e reforçou que o ponto deve ser tratado com respeito, sem qualquer tipo de ocupação ou circulação, em cumprimento às regras vigentes. Ainda informou que a solução cria uma barreira física sem alteração da estrutura do lote.
Após casa onde houve acidente com Césio-137 virar estacionamento, vasos de plantas são instalados, Goiás
Divulgação/Comurg
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Vídeo do estacionamento
Casa onde aconteceu acidente com Césio-137 vira estacionamento
Um vídeo gravado pelo produtor audiovisual Michel de Medeiros mostrou como estava a área da antiga casa, na Rua 57, um dos principais pontos de contaminação do acidente radiológico ocorrido em setembro de 1987. O vídeo acima mostra o lote sendo utilizado como estacionamento.
O local é considerado um dos primeiros focos do acidente, que se tornaria o maior desastre radiológico em área urbana do mundo.
Ao todo, quatro pessoas morreram diretamente em decorrência da exposição, e centenas foram afetadas. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e divulgada pelo Governo de Goiás, cerca de 10 mil pessoas residiam ou trabalhavam nas áreas próximas onde o acidente aconteceu.
Equipe da Comurg instala vasos de plantas em local do acidente do Césio-137 que virou estacionamento, Goiás
Divulgação/Comurg
Homenagem às vítimas do Césio-137
Um projeto apresentado na última quarta-feira (8) pelos vereadores Igor Franco (Podemos) e Luan Alves (MDB) propõe criar o “Dia em Memória das Vítimas do Césio-137”, a ser celebrado em 13 de setembro, data que marca o início da contaminação, em 1987. O projeto foi protocolado neste mês e ainda precisa passar por análise e votação na Câmara Municipal de Goiânia.
Se aprovado, o feriado será incluído no calendário oficial da cidade e poderá contar com atividades institucionais voltadas à preservação da memória do desastre e à conscientização da população. A proposta inclui ações de conscientização sobre segurança radiológica e o manejo adequado de substâncias perigosas.
Considerado o maior acidente radiológico da história a tragédia ocorrida em 1987 afetou mais de 1 mil pessoas, deixou 4 mortos, 6 mil toneladas de lixo e ainda terá impacto por mais 200 anos. As toneladas de lixo acumuladas durante a descontaminação, incluindo roupas, utensílios domésticos e materiais de construção, foram levadas para um depósito em Abadia de Goiás, onde foram enterrados e concretados.
Vasos de plantas instalados no local do acidente do Césio-137 possui cerca de 400 mudas ornamentais, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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