Médico que atirou contra PMs tinha ameaçado mutilar diarista e pedreiro por suposto furto de alianças de R$ 80 mil; ouça áudio
16/04/2026
(Foto: Reprodução) Médico é suspeito de atirar contra PMs em Aragarças
O médico que atirou contra policiais militares, em Aragarças, na região oeste de Goiás, foi procurado pela polícia após ameaçar mutilar a diarista e o pedreiro, acusados por ele de terem furtado um par de alianças avaliado em R$ 80 mil. Áudios obtidos pela Polícia Civil mostram as ameaças de Marcus Vinicius Faria Nunes enviadas aos prestadores de serviço por um aplicativo de mensagens (ouça os áudios no vídeo acima).
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Marcus Vinicius até a última atualização desta reportagem.
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O caso aconteceu na terça-feira (14). Segundo o delegado Fábio Marques Barbosa, responsável pela investigação do caso, em vez de registrar ocorrência policial, o médico enviou mensagens de texto e de áudio dando um prazo para que a diarista e o pedreiro devolvessem os objetos supostamente furtados.
Em um dos áudios, o médico disse que arrancaria mãos, pés ou dedos dos dois se faltasse munição. "Se estiver faltando bala que estava lá, bala de 38, eu vou arrancar, sabe o quê? As duas mãos e um pé [...]. Ou os anéis ou os dedos, que eu estou indo buscar", disse.
"Em virtude do medo e da gravidade das ameaças, essas pessoas pediram para que a polícia fosse à casa do médico com elas porque tinham deixado objetos de uso pessoal, ferramentas, por exemplo. Com medo do médico, pediram esse apoio policial", afirmou o delegado.
Médico é suspeito de trocar tiros com policiais, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Arco e flecha
Quando chegaram à casa do médico, os policiais foram recebidos a tiros. Segundo o delegado, foram cerca de oito disparos. Depois, Vinicius usou um arco e uma flecha contra os PMs, que reagiram atirando, atingindo o médico de raspão na cabeça.
Ao g1, Fábio disse que o médico pode ter usado o armamento por "praticidade e oportunidade", uma vez que o revólver demora um pouco mais para ser alimentado.
O delegado afirmou que o suposto furto ainda está sendo investigado, mas que, até o momento, não há provas de que ele tenha acontecido. A polícia também investiga outras pessoas. "Garotas de programa frequentavam a casa dele constantemente. Estamos tentando identificá-las", disse o delegado.
Segundo Fábio, Marcos Vinicius vai responder por crime contra a honra e ameaças contra os prestadores de serviço e tentativa de homicídio qualificado contra os policiais.
Na noite de quarta-feira (15), a juíza Yasmmin Cavalari, da Vara Criminal de Aragarças, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), determinou que o Ministério Público se manifeste sobre a prisão em flagrante, que não será julgada enquanto o médico estiver hospitalizado, sob custódia.
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